28 AGO 2020

HU-UEPG retoma cirurgias eletivas

Nesta quinta-feira (27), o Hospital Universitário da UEPG anunciou a retomada das cirurgias e procedimentos eletivos, que estavam suspensos desde março devido à pandemia de Covid-19. O reinício, que deve acontecer na primeira quinzena de setembro, contará com planejamento e protocolos de segurança.

Além dos atendimentos de urgência e emergência, que não foram paralisados, o hospital volta a realizar atendimentos eletivos. Segundo o vice-reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Everson Krum, “estão enquadradas nesta categoria, cirurgias que usam anestesia raquidiana, peridural ou de plexo que, por exemplo, são utilizadas em ortopedia, como mão, tornozelo e joelho, cirurgias de varizes, dentre outras”.

Conforme a diretora geral do HU, Luciane Cabral, o retorno de algumas cirurgias eletivas ocorre a partir de uma análise realizada pelo Hospital e após a nova resolução da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), tendo em vista que muitos procedimentos estão represados, com agravo da saúde da população. “Nós do HU-UEPG, preocupados com a fila de espera, vamos seguir critérios clínicos e protocolos para que em breve possamos retomar os serviços de algumas cirurgias eletivas”, diz.

Ela ressalta que, conforme orientação da Sesa, foram autorizadas apenas as cirurgias em que os pacientes não precisem de anestesia geral e nem de acompanhamento posterior em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Nos próximos dias, o Hospital Universitário deverá entrar em contato com os pacientes para iniciar o processo de agendamento.

O diretor técnico do HU-UEPG, Fernando Torres, explica que para  o retorno das cirurgias eletivas foi necessário levar em consideração os diferentes períodos evolutivos da pandemia, mesmo entre estados. “São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, por exemplo, estão em fases distintas. Dentro do próprio estado do Paraná, nós temos também cidades com diferentes períodos evolutivos da doença. O retorno às cirurgias eletivas deve levar em consideração a fase em que está cada localidade. Naqueles lugares em que os casos de Covid-19 aparecem de forma estabilizada, ou com números decrescentes, a normalidade das atividades deve ser retomada de forma gradual”.

Para a diretora acadêmica do HU e do Humai-UEPG, Tatiana Cordeiro, o retorno das cirurgias gera impacto tanto para a sociedade, como para os residentes da instituição que estão em processo de aprendizagem. “A residência médica é por essência um treinamento em serviço em que o médico aprende fazendo consultas, exames e operações sob supervisão. Por isso, é muito importante para os nossos programas cirúrgicos, em especial, esse retorno gradativo”, afirma

Texto e foto: Vanessa Hrenechen