11 MAIO 2022

Hospitais da UEPG celebram o Dia das Mães

A Maternidade do Hospital Universitário Materno Infantil (Humai) esteve cheia, movimentada e muito alegre neste domingo (08). Vinte e quatro mulheres receberam o presente mais que especial de Dia das Mães: o nascimento de seus filhos. Para celebrar a data, os Hospitais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (HU e Humai-UEPG) realizaram atividades e intervenções. A data foi relembrada na sexta (6), sábado (7) e, claro, no domingo (8), homenageando as mães pacientes e funcionárias com lembranças e apresentações culturais.

A agenda iniciou na sexta-feira com apresentações do Coral Infanto-juvenil da Instituição Lua Nova. O HU forneceu transporte e lanche para os coralistas, que entoaram canções nos dois Hospitais emocionando pacientes e funcionários. Ines Chuy Lopes, diretora da Seção Técnica Assistencial, explica que a parceria com a Instituição Lua Nova já é de longa data, sendo que, no fim do ano passado, o coral também trouxe músicas natalinas para alegrar os corredores do Hospital. “A gente percebe que esses momentos onde conseguimos comemorar uma data específica e trazer alegria para o Hospital, ele traz um ambiente mais harmonioso e humanizado, tanto pras pessoas que estão internadas nesse momento quanto aos profissionais, que mesmo em datas comemorativas estão lá, prestando cuidado aos nossos pacientes”, destaca.

No dia seguinte, sábado, foi o Coral da Escola Adventista que emocionou as funcionárias e a mãe internada no Humai. Nayara de Oliveira dos Santos, professora de Arte da Escola Adventista de Ponta Grossa explica que o coral “é um grupo de louvor que a escola tem para estar animando as atividades do dia-a-dia”. A parceria entre Hospital e Escola surgiu com o projeto Cartas que Curam. “Nós trabalhamos com os alunos dessa forma e eles se sentem motivados em ajudar o próximo. Ajudar através do louvor, através de um presentinho, através de cartas, através de cartões. Então nós estamos sempre abertos a ajudar e fazer essa parceria com qualquer lugar que necessite de amor, de carinho e de empatia”, explica a professora. Benildes Kaiut Schemberger, assistente social do Hospital, avalia que a data carrega muito significado. “A gente acolhe eles com muito amor e eles passam isso pra todos os nossos pacientes, funcionários e pra nós também”, considera.

Suelen Aparecida Sonda deu à luz ao Fernando às 5h45 da manhã do dia 7 de maio. A tranquilidade com que, poucas horas depois, Suelen caminhava pelos corredores do Humai e assistia a apresentação do Coral refletia não só a gestação e parto bem acompanhados, como também combinava com a alegria do nascimento do filho. Suelen, que já é mãe da Brenda, de oito anos, se emocionou com o momento proporcionado pelo Humai, pois, se não fosse pelo nascimento do Fernando, ela estaria no Centro Municipais de Educação Infantil Professor Walter Elias vendo a filha cantar na apresentação escolar em homenagem ao Dia das Mães. “Foi uma emoção muito grande, porque hoje era pra eu assistir a apresentação da minha filha e eu perdi, e aqui eu consegui sentir um pouquinho ela”. Suelen conta que vai guardar com carinho o momento vivido e as lembranças recebidas no Humai. “Ganhei uma lembrancinha e um livro que eu vou começar a ler já, e que vou guardar com muito amor e carinho, é uma lembrança que eu vou guardar para o resto da minha vida!”.

Já no domingo, Dia das Mães, o Humai entregou lembrancinhas às mães internadas e às mães que acompanham seus filhos internados. O presente, doação do Rotaract Club de Ponta Grossa Oeste, consistia em um kit para unhas e uma florzinha. Naiara Flores, assistente social do Humai, conta que todos os anos o Hospital realiza uma homenagem às mães e que a data nunca passa em branco. “Eu acho que faz toda a diferença, ainda mais no Dia das Mães por elas estarem internadas aqui. Muitas delas têm outros filhos que estão em casa e passam esse momento aqui internadas com a gente. Então a gente faz questão de presentear essas mães que estão aqui”.

Gislaine Ribeiro Teixeira é uma dessas mães que acompanhava a filha no setor de pediatria, após uma cirurgia de apêndice. Neste dia das mães, cuidar de um filho no hospital, enquanto o outro está distante, em casa, é difícil. “Não é fácil ver ela sofrendo, mas o importante é que eu estou com ela. Também é difícil, ter que deixar de um filho pra cuidar do outro”. No entanto, apesar do momento, a data do Dia das Mães é um lembrete de como a maternidade é gratificante. “A gente sofre com eles, mas também fica feliz com eles. Os filhos são bençãos de Deus”, ressalta.

Não muito longe dali, no Setor de Maternidade, o clima era diferente, cheio de emoção e novidades para as mamães. A assistente social Naiara conta que esses momentos são marcantes e emocionam não só as mães, mas a família e até mesmo a equipe do Hospital. “Muitas mulheres se emocionam durante o parto e quando vão ver o filho pela primeira vez. É lindo de se ver! A gente sempre fala que o Setor de Maternidade é um setor mágico, que tem muita felicidade, a gente tá acostumado com a vida. As mães, as puérperas, as parturientes vêm aqui, dão à luz aos seus filhos e é um momento emocionante pra elas, para os pais e para a família em geral”.

Paola Gambeta ganhou a Ísís às 03h09 de domingo. Mãe de primeira viagem, o nascimento foi um presente de Dia das Mães e também uma surpresa. “Nem acredito, era pra ser semana que vem e ela se adiantou bem, mas tá sendo inesquecível. A gestação foi super tranquila, não tive dor alguma. Ontem à noite foi o momento que eu senti, vim pro hospital e hoje já ganhei a nenê”, explica. Paola conta que os meses de espera são de muita expectativa, e que quando finalmente pôde conhecer sua filha, a emoção tomou conta. “A ansiedade estava a mil, bem à flor da pele, e aí quando eu vi ela foi um momento de muita emoção. Eu queria cesárea, na verdade, mas como a contração foi vindo, a gente resolveu fazer o parto normal, e foi uma emoção indescritível”. Agora, além do cheirinho de bebê no quarto, das roupinhas, laços e do “mundo cor-de-rosa”, Paola sabe que a mudança em sua vida irá para muito além disso. “Tudo muda agora, o pensamento é outro, a gente vive por eles. É muita diferença daqui pra frente, mas é muito bom”, avalia a mãe.

Ines Chuy Lopes, ressalta que a data do Dia das Mães carrega um significado muito importante e, por isso, não poderia passar despercebida. “Lembrar das mães é lembrar do cuidado, é lembrar do amor, é lembrar dessa relação tão singela que temos com as nossas mães, com as nossas avós, ou com aquelas que fizeram papel de mães na nossa vida”. Para ela, nada mais justo homenagear as funcionárias que são mães, as pacientes e também os filhos que estão trabalhando, ou por ventura internado. “Para que lembrem também das suas mães, onde elas estiverem, para que enviem suas melhores energias. Muita energia de amor, de carinho e honrando essas mulheres que nos trouxeram ao mundo”, finaliza.

 

Texto: Cristina Gresele  |  Fotos: Cristina Gresele e Luciane Navarro